Sabes o que tens de fazer.
E não fazes.
Passei anos assim.


Ouço isto na primeira conversa, quase com estas palavras.
- Nunca desligo. Mesmo quando está tudo bem.
- Faço o que fizer, nunca é suficiente.
- Fico em alerta quando alguém se afasta.
- Digo que sim quando queria dizer que não.
- Aguento tudo, e já não sei até quando.
- A minha vida funciona. Eu é que já não sei se funciono nela.
Ninguém chega aqui a saber o nome do que tem. Vens com uma coisa que te trava e que não sabes bem explicar, às vezes nem sabes que tipo de ajuda é que isto pede, e chega, começamos por aí.
Quatro maneiras de trabalhar comigo. A principal é o 1:1.
- 1 PESSOA · 6 A 8 SESSÕES

Sessões individuais
Em Lisboa ou online, com princípio, meio e fim.
- 12 A 16 PESSOAS · EM PREPARAÇÃO

Sessões em grupo
Grupos pequenos, por tema, continuados ao longo de vários meses. Ainda estou a preparar, e há uma lista para quem quiser saber primeiro.
- ATÉ 16 PESSOAS · MEIO DIA

Equipas e empresas
Trabalhamos com o que aconteceu mesmo na vossa equipa, e não com casos de manual.
- 45 A 60 MIN · COM PERGUNTAS

Palco e palestras
Sobre o que trava pessoas competentes.
O que te trava não é um vírus. É o antivírus.
Aprendeste cedo a proteger-te de alguma coisa, e resultou, resultou tão bem que nunca mais o desligaste, e hoje ainda está a correr, numa reunião qualquer de terça-feira, ao pé de gente que nunca te fez mal nenhum. A ameaça passou há anos. Ele não sabe.
Começa no corpo e acaba numa quinta-feira.
Regular, assumir, clarificar, executar, por esta ordem. Primeiro acalma-se o que está a ferver, porque com o corpo em alerta ninguém pensa direito. Depois vamos à tua parte, mesmo que seja pequenina, e à história que andas a contar-te sobre isto, e ao que ela anda a proteger. E no fim sais com uma coisa concreta, com dia marcado, que eu te vou perguntar.
- RRegular
- AAssumir
- CClarificar
- EExecutar
Vou perceber porque fizeste o que fizeste.
Na altura fazia sentido, senão não o tinhas feito. Ver isso não te tira responsabilidade nenhuma, aliás, é a partir daí que consegues escolher outra coisa.
Se já passaste por outros processos, pode ter-te acontecido uma de duas, ou te ouviram muito bem durante meses e nunca te pediram nada, ou te deram trabalho para casa sem perceber o que estavas a defender. Comigo vêm as duas, por esta ordem. E se à segunda me achares pouco empático, paciência, digo-te na mesma.
Escrevo Empathy Coach em inglês, de propósito, porque coach de empatia dava a ideia de que eu vinha mexer na tua empatia, e quem a usa sou eu, para perceber de onde vens.
Há coisas que não negoceio.
- 01
Não aceito processos com menos de seis a oito sessões.
- 02
Se não estou a ver mudança, digo-to, mesmo que isso acabe o trabalho mais cedo.
- 03
Guardo as notas das sessões enquanto o processo dura, e mais doze meses. Depois destruo-as.
- 04
Publico o que ainda não está resolvido nas pessoas com quem trabalho, e não só o que correu bem.
João O. · Agente da PSP
Já tinha tentado ir fundo e perceber os meus padrões, sem lá chegar. Quando percebi de onde vinham, ficou mais fácil corrigi-los.
perceber sem conseguir mudardesactivado
Teresa C. · Gestora · Publicidade
Às vezes volto a deixar-me ficar para trás e ficar para segundo plano. Continuo a ficar com a consciência pesada por sentir que estou a falhar a alguém.
ficar para segundo planoem curso

Saí de um sítio de onde não se sai sozinho.
Durante quinze anos liderei equipas na Siemens e na Nokia, mais de novecentas pessoas em vários países, e saí quando deixei de conseguir ver as pessoas só como números numa folha de cálculo. E houve uma altura em que nada disso chegava para me segurar. Andei anos a tentar resolver-me à força, a ler, a estudar-me, a querer muito, e ficou tudo igual. Tive dores de cabeça fortíssimas todos os dias, durante quase dois anos. Todos os dias.
Mudou num dia em que já não tinha força para nada. Estava sentado na relva de um jardim ao pé de casa, a olhar para o meu filho, e dei por mim a gostar dele por inteiro, sem qualquer condição por trás. Fiz o meu processo, com acompanhamento psicológico, e não o escondo de ninguém. E as dores de cabeça acabaram no dia em que me fui embora. Nesse dia. Não estou curado nem completo, e desconfio de quem diga que está. A diferença é que hoje apanho-me mais cedo, e sei o que fazer.
Uma conversa, e digo‑te se consigo ajudar.
Meia hora, e não se paga. Se eu achar que não sou a pessoa certa para isto, digo-to logo ali, e se souber de alguém melhor, dou-te o contacto. Se fizer sentido trabalharmos juntos, explico-te como funciona e decides depois, com calma, em casa.
JOÃO COSTTA · EMPATHY COACH · LISBOA · 2026Se alguma coisa aqui te tocou de perto, fala com alguém. Alguém em quem confies, e conta-lhe o que se passa mesmo contigo, mesmo a parte que custa.
Se não tiveres ninguém assim, há linhas que atendem todos os dias, e estão aqui em baixo.
E procura acompanhamento profissional. Há coisas que uma conversa com alguém próximo não chega para resolver.
Pedir ajuda não diz nada de mau sobre ti. Eu pedi, e continuo a pedir.